A Resíduos do Nordeste apresentou esta segunda-feira uma nova frota com 25 viaturas mais eficientes e com menor impacto ambiental

A Resíduos do Nordeste apresentou esta segunda-feira uma nova frota com 25 viaturas mais eficientes e com menor impacto ambiental, destinadas à recolha de lixo nos concelhos de Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro. Segundo a agência Lusa, o investimento ronda 1,3 milhões de euros e visa tornar o serviço mais rápido, seguro e adaptado às necessidades do território.

O presidente da empresa intermunicipal e também autarca de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, afirmou que esta renovação estava prevista e representa um investimento “relevante”, permitindo prestar “um melhor serviço”. As viaturas, de várias dimensões e tecnologias – incluindo modelos elétricos, a gás e a gasóleo – foram apresentadas no Teatro Municipal de Bragança.

Em declarações à Lusa, o diretor-geral, Paulo Praça, sublinhou que a substituição da frota era necessária para melhorar o desempenho da recolha. “Era estritamente necessário melhorar a eficiência da frota. Não é uma questão só de ser nova, frota mais eficiente, adequada ao território, com preocupações ecológicas, menos ruído, menos consumos, menos emissões de CO2”, explicou. O dióxido de carbono (CO2) é um gás associado às alterações climáticas, pelo que a redução destas emissões contribui para diminuir o impacto ambiental.

De acordo com o responsável, os novos veículos permitem recolher resíduos em zonas onde antes era difícil aceder, como a área histórica junto ao castelo de Bragança, além de aumentarem a segurança dos trabalhadores. “Com o sistema do duplo gancho (…) [a recolha] torna-se mais segura e mais ágil de fazer, evita intervenção humana e é menos arriscada do que aquilo que se fazia. Esperamos conseguir fazer mais e melhor”, afirmou à Lusa.

Paulo Praça revelou ainda que, em 2025, houve um aumento na recolha tanto de resíduos indiferenciados, como de materiais recicláveis. Este crescimento estará ligado ao aumento da atividade económica e ao turismo. Ainda assim, o responsável alertou que “faltam medidas” de prevenção e manifestou a expectativa de que, com mais equipamentos e o contributo dos cidadãos, em 2026 haja menos lixo indiferenciado e mais materiais encaminhados para reciclagem.

Artigo original: Grupo About Media

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